Deputado Rubens Bueno, do PPS: “É preciso sair da mesmice” (foto: Arquivo JE)
Presidente estadual do PPS, o deputado federal Rubens Bueno garantiu ontem que o partido terá candidato próprio à prefeitura de Curitiba. Segundo Bueno, apesar de integrar a atual administração, o partido não tem nenhum compromisso de apoiar a reeleição do atual prefeito Luciano Ducci (PSB). O deputado lembrou ainda que o PPS tem tradição em disputar as eleições municipais da Capital com candidatos próprios, como em 2000 e 2004, quando ele mesmo foi lançado pelo partido. “Só não saí em 2008 porque tive um problema de saúde na época”, explicou.
De acordo com o dirigente, há uma orientação da direção nacional do PPS no sentido de que o partido lance candidatos próprios às prefeituras das cidades mais populosas, o que inclui as capitais. E que essa estratégia tem garantido o crescimento da legenda ao longo das últimas eleições. Segundo Bueno, o PPS de Curitiba já tem 70 pré-candidatos a vereador.
O deputado - que em 2004 chegou a conquistar 20% dos votos para a prefeitura da Capital, ficando com a terceira maior votação - não descarta candidatar-se novamente. Ele avalia, porém, que para 2012, o nome mais cotado é o de sua filha, a vereadora Renata Bueno. Até porque os compromissos assumidos por Bueno como líder do PPS na Câmara Federal, afirma, o estimulam a permanecer em Brasília.
Para o deputado, há espaço para uma candidatura alternativa aos dois nomes apontados como favoritos - o do atual prefeito e o do ex-deputado federal Gustavo Fruet, que deve se filiar nos próximos dias ao PDT. Segundo ele, o apoio à reeleiçao do atual governador Beto Richa (PSDB) para a prefeitura da Capital, tendo Ducci como vice, nas eleições de 2008, não significa um compromisso para as futuras disputas. “Esse compromisso era para um mandato de quatro anos”, explicou.
O espaço para candidaturas alternativas também estaria aberto, segundo ele, pelos problemas que a atual administração acumula em áreas como mobilidade, transporte, meio ambiente e segurança pública. “É preciso sair da mesmice”, defendeu, propondo a discussão de questões como a redução do número de cargos em comissão na prefeitura.
Crise na Câmara — Bueno considera ainda que será inevitável que a crise na Câmara Municipal por conta das denúncias de irregularidades nos contratos de publicidade da Casa, na gestão do atual presidente, vereador João Cláudio Derosso (PSDB), aliado do prefeito Luciano Ducci, seja um dos principais temas da campanha eleitoral do ano que vem. Até porque as pesquisas já teriam indicado que a maioria da população tem tomado conhecimento das denúncias.
Já a aproximação de Fruet com os partidos que integram a base do governo Dilma Rousseff, e do PT, prevê, deve servir de questionamento sobre a trajetória política do ex-deputado. “É uma contradição da vida dele. Você misturar água com vinho”, disse. O dirigente do PPS, porém, também não perdoa o governador Beto Richa por ter buscado e recebido o apoio dos deputados do PMDB, partido que em 2010 apoiou a candidatura do ex-senador Osmar Dias (PDT) ao governo. “Nós condenamos isso. Ganhamos a eleição criticando o PMDB. E sem mais nem menos recolhemos essa turma para dentro de casa. Como corrigir os erros assim, se estamos juntos com os errantes”, criticou.
De acordo com o dirigente, há uma orientação da direção nacional do PPS no sentido de que o partido lance candidatos próprios às prefeituras das cidades mais populosas, o que inclui as capitais. E que essa estratégia tem garantido o crescimento da legenda ao longo das últimas eleições. Segundo Bueno, o PPS de Curitiba já tem 70 pré-candidatos a vereador.
O deputado - que em 2004 chegou a conquistar 20% dos votos para a prefeitura da Capital, ficando com a terceira maior votação - não descarta candidatar-se novamente. Ele avalia, porém, que para 2012, o nome mais cotado é o de sua filha, a vereadora Renata Bueno. Até porque os compromissos assumidos por Bueno como líder do PPS na Câmara Federal, afirma, o estimulam a permanecer em Brasília.
Para o deputado, há espaço para uma candidatura alternativa aos dois nomes apontados como favoritos - o do atual prefeito e o do ex-deputado federal Gustavo Fruet, que deve se filiar nos próximos dias ao PDT. Segundo ele, o apoio à reeleiçao do atual governador Beto Richa (PSDB) para a prefeitura da Capital, tendo Ducci como vice, nas eleições de 2008, não significa um compromisso para as futuras disputas. “Esse compromisso era para um mandato de quatro anos”, explicou.
O espaço para candidaturas alternativas também estaria aberto, segundo ele, pelos problemas que a atual administração acumula em áreas como mobilidade, transporte, meio ambiente e segurança pública. “É preciso sair da mesmice”, defendeu, propondo a discussão de questões como a redução do número de cargos em comissão na prefeitura.
Crise na Câmara — Bueno considera ainda que será inevitável que a crise na Câmara Municipal por conta das denúncias de irregularidades nos contratos de publicidade da Casa, na gestão do atual presidente, vereador João Cláudio Derosso (PSDB), aliado do prefeito Luciano Ducci, seja um dos principais temas da campanha eleitoral do ano que vem. Até porque as pesquisas já teriam indicado que a maioria da população tem tomado conhecimento das denúncias.
Já a aproximação de Fruet com os partidos que integram a base do governo Dilma Rousseff, e do PT, prevê, deve servir de questionamento sobre a trajetória política do ex-deputado. “É uma contradição da vida dele. Você misturar água com vinho”, disse. O dirigente do PPS, porém, também não perdoa o governador Beto Richa por ter buscado e recebido o apoio dos deputados do PMDB, partido que em 2010 apoiou a candidatura do ex-senador Osmar Dias (PDT) ao governo. “Nós condenamos isso. Ganhamos a eleição criticando o PMDB. E sem mais nem menos recolhemos essa turma para dentro de casa. Como corrigir os erros assim, se estamos juntos com os errantes”, criticou.
Fonte: Ivan Santos / Jornal do Estado